Se você é mãe ou pai de um recém-nascido, com certeza já ouviu que é preciso colocar o bebê para arrotar depois de cada mamada. Mas será que isso é sempre necessário? A resposta não é um simples sim ou não — depende de vários fatores, como o tipo de amamentação, a pega do bebê e o comportamento dele.
Por que os bebês engolem ar durante a mamada?
Nos primeiros meses, os bebês ainda estão aprendendo a coordenar sucção, deglutição e respiração. Durante a mamada, é comum que um pouco de ar seja engolido junto com o leite. Isso pode acontecer ainda mais quando a pega não está ideal, quando o fluxo de leite está muito rápido ou muito lento, ou quando o bebê está muito ansioso para mamar.
O ar acumulado no estômago pode causar desconforto, distensão abdominal, gases e até regurgitação. Por isso, tradicionalmente, os pediatras orientam colocar o bebê para arrotar para ajudar a eliminar esse ar.
A importância da pega correta
A forma como o bebê abocanha o seio ou o bico da mamadeira faz toda a diferença. Uma pega profunda e simétrica permite que o bebê retire o leite de forma eficiente, com menos entrada de ar. Quando a pega é superficial, é comum ouvir estalinhos durante a mamada — um sinal de que o bebê está engolindo ar.
Quanto mais adequada estiver a pega, menos ar o bebê vai engolir e, consequentemente, menor será a necessidade de arrotar. Por isso, observar os sinais de uma boa pega é essencial: lábios virados para fora, queixo tocando o seio, nariz livre e sem estalos.
Se você usa mamadeira, escolher um bico com fluxo adequado para a idade do bebê e inclinar a mamadeira de forma que o leite preencha todo o bico também ajuda a reduzir a ingestão de ar.
Quando é realmente necessário colocar para arrotar?
Nem toda mamada exige um arroto. O ideal é observar o bebê:
- Se ele está mamando tranquilamente e, ao final, continua calmo e relaxado, você pode não precisar insistir.
- Se ele mostra sinais de desconforto durante a mamada — como se contorcer, arquear as costas, soltar o peito ou o bico e chorar — isso é um indicativo de que o ar está incomodando.
Nesses casos, faça uma pausa e tente colocar o bebê para arrotar. Mas se ele estiver dormindo profundamente após mamar, não é necessário acordá-lo só para arrotar. O ar vai sendo eliminado naturalmente ao longo do tempo. Bônus de 100% até R$ 500 + 50 giros grátis
Técnicas para ajudar o bebê a arrotar
Existem várias posições que facilitam a saída do ar. Experimente e veja com qual seu bebê se adapta melhor:
- No ombro: Coloque o bebê em pé, com a cabecinha apoiada no seu ombro, e dê batidinhas leves nas costas.
- Sentado no colo: Sente o bebê no seu colo, com uma mão apoiando o queixo e o peito, e incline-o ligeiramente para frente. Com a outra mão, faça movimentos circulares ou batidinhas nas costas.
- De bruços no colo: Deite o bebê de bruços sobre as suas pernas, com a cabeça ligeiramente elevada, e massageie ou dê batidinhas nas costas.
O importante é manter a calma e não ficar mais de 5 a 10 minutos tentando. Se o arroto não sair, mas o bebê estiver confortável, não force.
Sinais de que o bebê precisa arrotar
- Estalidos durante a mamada
- Inquietação e choro após mamar
- Arquear as costas enquanto mama
- Soltar o peito ou o bico repetidamente
- Barriga distendida e gases
Mitos e verdades sobre o arroto
Mito: Todo bebê precisa arrotar após todas as mamadas.
Verdade: Bebês que não apresentam desconforto podem não precisar arrotar em todas as mamadas.
Mito: Falta de arroto causa cólicas.
Verdade: O excesso de ar pode contribuir para o desconforto, mas as cólicas do lactente são multifatoriais e não se resolvem apenas com arrotos.
Mito: Bebês amamentados no peito não precisam arrotar.
Verdade: Embora engulam menos ar do que bebês que usam mamadeira, ainda podem precisar arrotar em algumas situações, especialmente se a pega não for ideal.
Perguntas Frequentes
Conclusão: a prática de colocar o bebê para arrotar deve ser guiada pelo bom senso e pela observação do seu filho. Não existe regra única. O mais importante é garantir uma boa pega, respeitar os sinais de desconforto e lembrar que cada bebê é único. Em caso de dúvidas persistentes, consulte o pediatra de confiança.